Entre Silêncios e Gritos: Um Dia Qualquer na Vida de Rafael e Camila
Acordei com o gosto amargo da discussão ainda preso na garganta. Camila, minha esposa, estava encostada na porta do quarto, braços cruzados, olhos vermelhos de tanto chorar, e eu, sentado no banquinho do corredor, tentando amarrar o tênis sem perder o controle. O relógio marcava seis e meia da manhã, mas parecia que o dia já tinha acabado pra mim.