Primeiras Flores da Primavera

Eu era só um menino, sardento e desajeitado, com um nó de gravata torto e olhos brilhantes que só enxergavam a Júlia. A primavera mal começava, e no pátio da escola, entre poças e lama, arrisquei meu coração ao entregar-lhe um pequeno buquê de flores amarelas. Mal sabia eu que aquele gesto inocente seria o início de uma história marcada por sonhos, desencontros e as cicatrizes profundas da desigualdade.