Quando o Amor se Esconde num Prato de Sopa
Sentei-me à mesa da cozinha, mexendo devagar a sopa no prato, enquanto o silêncio entre eu e a Mariana pesava mais do que qualquer panela no fogão. Ela estava de pé, do outro lado, a voz embargada, os olhos vermelhos de cansaço, e cada palavra dela caía como uma tempestade sobre mim. Não era raiva, era o tipo de dor que se acumula em silêncio, até explodir.